Olá a todos! Como sabem, sou a vossa influenciadora de saúde mental preferida, sempre à procura das melhores informações e dicas para todos nós. Hoje, quero falar de um tema que, acredito, toca a muitos de nós, especialmente depois dos tempos desafiantes que vivemos: a frequência das consultas de psiquiatria.
É algo que ainda gera muitas dúvidas e até algum estigma, não é verdade? Mas a verdade é que cuidar da nossa mente é tão importante quanto cuidar do nosso corpo, e procurar ajuda profissional é um ato de coragem e autocuidado.
Ultimamente, tenho visto e sentido que a conversa sobre saúde mental está finalmente a ganhar o espaço que merece. As abordagens têm-se modernizado, e a psiquiatria não é mais aquele bicho-de-sete-cabeças de antigamente.
Estamos a viver uma era onde a personalização do tratamento é a chave, e a integração de terapias online veio revolucionar o acesso, tornando tudo mais fácil e conveniente para quem precisa.
É fascinante como a tecnologia nos permite quebrar barreiras geográficas e de tempo, não acham? Lembro-me de quando era impensável ter uma consulta sem sair de casa, e agora é uma realidade que ajuda milhares de portugueses, especialmente aqueles com agendas apertadas ou que vivem em zonas mais isoladas.
Em Portugal, a saúde mental é um tema ainda mais sensível, e infelizmente, o peso dos problemas mentais é o mais elevado da União Europeia, com uma prevalência significativa de perturbações.
É um dado que nos faz parar para pensar, não é? E o mais preocupante é que muitos de nós, mais de um terço da população portuguesa, admite ter problemas, mas apenas uma pequena percentagem recorre à terapia.
Por vezes, o medo do julgamento, os custos associados ou até a simples desinformação impedem-nos de dar o primeiro passo. Mas temos que mudar essa mentalidade!
Já notaram como as preocupações financeiras, o stress no trabalho e a solidão são fatores que comprometem a nossa saúde mental, afetando mais as mulheres e os jovens, que estão a lidar com tantas mudanças e pressões?
É um cenário complexo, mas há esperança e muitas ferramentas à nossa disposição. A frequência das consultas psiquiátricas não é uma ciência exata, mas sim algo que se adapta a cada um de nós, à fase em que estamos e às nossas necessidades individuais.
É um caminho que percorremos de mãos dadas com o profissional, ajustando a rota conforme a paisagem muda. Querem saber como funciona na prática, quando é a altura certa para procurar um psiquiatra e como se decide a frequência ideal das consultas?
Então, continuem a leitura, que vou explicar tudo direitinho para vocês. Vamos mergulhar a fundo neste tema tão crucial para o nosso bem-estar.
A Navegação Personalizada na Frequência das Consultas

A Flexibilidade como Pilar do Tratamento
Olá, pessoal! Como eu estava a dizer, a frequência das consultas psiquiátricas não é como uma receita de bolo, igual para toda a gente. É uma jornada verdadeiramente pessoal, que se molda e se adapta às nossas necessidades e à fase da vida em que nos encontramos.
Pensem nisto como um rio: a corrente e a paisagem mudam, e o barco precisa ajustar o seu rumo. Quando iniciei o meu próprio percurso de autocuidado, lembro-me de quão ansiosa estava por uma resposta “certa” sobre quantas vezes deveria ir.
Mas percebi rapidamente que o “certo” para mim não era o “certo” para a minha amiga, por exemplo. O psiquiatra, em conjunto connosco, é o capitão que ajuda a definir a rota, considerando a complexidade da situação, a rapidez da nossa resposta ao tratamento e até mesmo os eventos inesperados que a vida nos traz.
É uma dança contínua de avaliação e ajuste, onde a nossa voz e os nossos sentimentos têm um peso enorme na decisão final. Não hesitem em partilhar tudo o que sentem e pensam, porque é essa honestidade que permite ao profissional traçar o caminho mais eficaz para o nosso bem-estar.
Escutando o Nosso Corpo e a Nossa Mente
Muitas vezes, a nossa intuição já nos dá sinais. Se estamos a sentir-nos mais frágeis, com sintomas a piorar ou a enfrentar uma crise, é natural que a necessidade de um acompanhamento mais próximo se faça sentir.
Eu já passei por isso, aquela sensação de que “preciso de falar com alguém, e rápido”. Por outro lado, quando começamos a sentir-nos mais estáveis, com os sintomas sob controlo e uma rotina mais equilibrada, o psiquiatra pode sugerir espaçar um pouco mais as consultas.
É um sinal positivo de progresso, e não significa que o tratamento está a terminar, mas sim que estamos a ganhar mais autonomia. Acreditem, sentir essa evolução é incrivelmente gratificante!
A decisão sobre a frequência nunca é unilateral; é um diálogo aberto e empático entre nós e o nosso médico. A confiança que se constrói nesta relação é fundamental para que nos sintamos confortáveis em expressar as nossas necessidades e em concordar com as mudanças propostas.
É uma parceria para o nosso bem-estar.
Os Primeiros Passos: Intensidade para Estabilizar
O Período Inicial e a Avaliação Detalhada
Quando iniciamos um tratamento psiquiátrico, os primeiros tempos são, muitas vezes, os mais intensos. É como construir as fundações de uma casa: precisamos de garantir que tudo está sólido e bem estruturado para o que vem a seguir.
Nestes primeiros meses, é comum que as consultas sejam mais frequentes, talvez semanalmente ou de 15 em 15 dias. O psiquiatra precisa de nos conhecer a fundo, de entender a nossa história, os nossos sintomas, o nosso contexto de vida.
É um período de avaliação detalhada, de diagnóstico e de ajuste da medicação, se for o caso. Lembro-me da sensação de alívio por ter alguém a ouvir-me sem julgamento, a ajudar-me a desvendar o emaranhado de pensamentos e emoções.
Estas consultas iniciais são cruciais para monitorizar a nossa resposta ao tratamento, identificar possíveis efeitos secundários da medicação e fazer os ajustes necessários para que nos sintamos melhor o mais rapidamente possível.
Não encarem a frequência como um sinal de que algo está “muito mal”, mas sim como um investimento no vosso futuro e na vossa saúde mental.
Monitorização e Ajustes Finos na Medicação
O corpo de cada um reage de forma diferente à medicação, e o processo de encontrar a dose e o fármaco certos pode levar algum tempo. É por isso que a vigilância próxima é tão importante no início.
O psiquiatra irá querer saber como se sentem, se os sintomas estão a melhorar, se há alguma reação adversa. É um trabalho de equipa! Eu sempre fui muito transparente sobre o que sentia, mesmo as pequenas mudanças, porque sabia que isso ajudava o meu médico a tomar as melhores decisões.
Este acompanhamento permite afinar o tratamento, garantindo que ele é o mais eficaz e o que causa menos desconforto. Se sentirem que algo não está bem, ou se tiverem dúvidas sobre a medicação, falem abertamente com o vosso psiquiatra.
A vossa experiência é a peça mais importante deste quebra-cabeças. É um compromisso connosco mesmos e com o nosso bem-estar, e cada consulta inicial é um passo valioso para a recuperação.
A Fase de Manutenção: Conquistando a Estabilidade
Espaçando as Consultas com Segurança
Depois de ultrapassarmos a fase inicial e de os sintomas estarem controlados, entramos na chamada fase de manutenção. É aqui que começamos a ver os frutos do nosso trabalho e da nossa dedicação.
Se a nossa “casa” já tem as fundações sólidas, a estrutura levantada e o telhado colocado, podemos começar a espaçar as visitas de inspeção. Nesta fase, as consultas podem passar a ser mensais, bimensais ou até trimestrais, dependendo da nossa evolução e do plano acordado com o psiquiatra.
É um período de consolidação, onde o foco está em prevenir recaídas, em manter o equilíbrio alcançado e em fortalecer as nossas estratégias de coping.
Eu lembro-me de me sentir mais confiante e de começar a acreditar que era possível viver uma vida plena, mesmo com desafios. O objetivo é que nos sintamos capazes de gerir a nossa saúde mental no dia a dia, sabendo que temos um porto seguro para onde regressar se precisarmos.
Foco na Prevenção e Autonomia
Nesta etapa, o psiquiatra não está apenas a monitorizar a medicação, mas também a ajudar-nos a desenvolver ferramentas para o nosso dia a dia. Falamos sobre stress, sobre relações, sobre como manter hábitos saudáveis.
É uma oportunidade para discutir estratégias de prevenção, para identificar sinais de alerta precoces e para nos sentirmos mais autónomos na gestão da nossa saúde mental.
Eu adoro esta fase porque sinto que estou a construir um kit de ferramentas pessoais para a vida. É uma sensação de empoderamento incrível! O papel do psiquiatra torna-se mais de um guia e conselheiro, ajudando-nos a navegar pelas complexidades da vida com mais resiliência.
O objetivo é que nos sintamos confiantes para enfrentar os desafios, sabendo que temos o apoio necessário, mesmo que a distância entre as consultas aumente.
Fatores Cruciais que Influenciam a Frequência
A Complexidade e o Tipo da Condição
É inegável que a natureza da nossa condição de saúde mental desempenha um papel gigantesco na definição da frequência das consultas. Uma pessoa que esteja a lidar com uma crise aguda ou com uma perturbação mais complexa, como uma psicose ou uma perturbação bipolar em fase de instabilidade, naturalmente precisará de um acompanhamento mais intensivo. Nestes casos, o objetivo principal é a estabilização rápida e a gestão dos sintomas mais debilitantes. Por outro lado, alguém com uma perturbação de ansiedade mais leve ou uma depressão reativa a um evento específico, pode necessitar de um esquema de consultas menos apertado, especialmente depois de uma primeira resposta positiva ao tratamento. A profundidade e a cronicidade dos problemas são determinantes. Já passei por diferentes fases na minha própria jornada e percebi que o meu psiquiatra sempre ajustava a abordagem com base no que eu estava a enfrentar no momento.
Resposta Individual ao Tratamento e Circunstâncias Pessoais
Outro fator crucial é a forma como cada um de nós responde ao tratamento. Há pessoas que mostram melhorias significativas em poucas semanas, enquanto outras podem precisar de mais tempo e de ajustes sucessivos à medicação ou à abordagem terapêutica. A nossa resposta é única e imprevisível até que o processo comece. Além disso, as circunstâncias da nossa vida também contam muito. Mudanças grandes como a perda de um emprego, o fim de um relacionamento, um luto ou até mesmo o stress académico podem exigir um aumento temporário na frequência das consultas, mesmo que estivéssemos numa fase mais estável. A vida acontece, e a nossa saúde mental é influenciada por ela. O psiquiatra é como um farol, que nos ajuda a ajustar as velas quando o mar está mais agitado.
| Fator | Impacto na Frequência das Consultas Psiquiátricas | Exemplos Comuns |
|---|---|---|
| Gravidade dos Sintomas | Sintomas mais graves ou crises agudas geralmente exigem consultas mais frequentes para estabilização. | Crise depressiva profunda, episódio maníaco, surto psicótico. |
| Tipo de Perturbação | Algumas perturbações requerem monitorização mais assídua devido à sua natureza ou complexidade. | Perturbação bipolar, esquizofrenia, perturbação obsessivo-compulsiva grave. |
| Fase do Tratamento | O início do tratamento e a fase de ajuste de medicação demandam maior frequência. | Primeiras semanas após o diagnóstico e início de fármacos, fase de otimização da dose. |
| Resposta ao Tratamento | Uma resposta positiva e rápida pode permitir o espaçamento das consultas. | Melhora significativa dos sintomas, estabilidade emocional e funcional. |
| Eventos de Vida | Stressores significativos podem exigir um aumento temporário na frequência. | Luto, divórcio, perda de emprego, grandes mudanças de vida. |
| Apoio Social | Um forte sistema de apoio pode contribuir para a redução da frequência das consultas em fases de estabilidade. | Família e amigos presentes, participação em grupos de apoio. |
A Revolução das Consultas Online: Acessibilidade e Flexibilidade

Quebrando Barreiras Geográficas e de Tempo
Malta, preciso mesmo de falar sobre como as consultas online revolucionaram o acesso à psiquiatria. É algo que me enche de esperança, especialmente em Portugal, onde o acesso a especialistas pode ser um desafio em algumas zonas. Lembro-me de quando era impensável ter uma consulta sem sair de casa, e agora é uma realidade que ajuda milhares de pessoas, especialmente aquelas com agendas apertadas ou que vivem em zonas mais isoladas. Acabou-se o stress de ter de faltar ao trabalho, perder tempo em transportes ou ter de fazer longas viagens. Com um computador ou telemóvel e uma boa ligação à internet, o apoio está à distância de um clique. Para mim, a possibilidade de ter a minha consulta no conforto do meu lar, sem as distrações do exterior, fez toda a diferença em momentos em que me sentia mais vulnerável. É um alívio enorme saber que a distância já não é um impedimento para cuidar da nossa mente.
Conforto e Continuidade no Tratamento
A conveniência de ter uma consulta online não é apenas uma questão de logística; é também sobre o conforto e a criação de um ambiente seguro. Conseguimos estar no nosso espaço, onde nos sentimos mais à vontade para partilhar. E para quem vive em áreas rurais ou em cidades mais pequenas, onde a oferta de psiquiatras pode ser limitada, a consulta online abre um leque de opções que antes não existiam. Isso garante que o tratamento pode ter continuidade, mesmo que mudemos de casa ou tenhamos horários complicados. Eu própria já precisei de fazer consultas online quando estava em viagem, e foi um salva-vidas! Saber que o meu psiquiatra estava lá, independentemente de onde eu estivesse, deu-me uma segurança e uma paz de espírito indescritíveis. Esta modalidade é um enorme passo em frente na democratização do acesso à saúde mental.
Sinais para Ajustar a Frequência: Quando Reavaliar?
Identificando a Necessidade de Mais Apoio
Há momentos na vida em que, mesmo que estivéssemos numa fase mais estável, podemos sentir que precisamos de reavaliar a frequência das nossas consultas. É fundamental estarmos atentos aos sinais que o nosso corpo e a nossa mente nos dão. Se começarmos a sentir que os sintomas estão a regressar, talvez com a mesma intensidade de antes, ou se surgirem novos desafios que nos estão a sobrecarregar, é um alerta. Lembro-me de uma fase em que o stress no trabalho aumentou exponencialmente, e comecei a sentir-me mais ansiosa e com dificuldades para dormir, mesmo com a medicação. Falei com o meu psiquiatra, e decidimos aumentar a frequência das consultas por um tempo. Não tenham receio de pedir mais ajuda! É um sinal de autoconsciência e de que estão a cuidar de vocês. Sentir que algo não está certo é uma informação valiosa que deve ser partilhada com o vosso médico.
Quando a Estabilidade Permite Menos Consultas
Por outro lado, também há momentos em que a vida corre melhor, em que nos sentimos mais fortes e com mais recursos para lidar com os desafios. Se estamos a experimentar um período prolongado de bem-estar, com os sintomas sob controlo, bom funcionamento no dia a dia e uma rede de apoio sólida, pode ser a altura de discutir com o psiquiatra a possibilidade de espaçar as consultas. Isto é um sinal de progresso, de que estamos a ganhar autonomia e que o tratamento está a ser eficaz. A decisão de reduzir a frequência deve ser sempre feita em conjunto com o profissional, nunca de forma unilateral. Eu senti uma enorme satisfação quando o meu psiquiatra sugeriu espaçar as consultas, porque era a prova de que estava a progredir. É um reconhecimento do nosso esforço e da nossa resiliência. Confiem no processo e na vossa intuição, mas sempre com a orientação do vosso médico.
A Chave é a Comunicação Aberta com o Psiquiatra
Construindo uma Parceria de Confiança
Pessoal, se há uma coisa que aprendi ao longo da minha jornada é que a comunicação aberta e honesta com o nosso psiquiatra é a base de tudo. É como uma parceria, onde ambos têm um papel ativo no nosso bem-estar. Não tenham medo de expressar o que sentem, mesmo que pensem que é insignificante. Cada detalhe, cada preocupação, cada pequena vitória ou recuo, é uma peça importante no puzzle da nossa saúde mental. Lembro-me de ter receio de partilhar certas coisas, por medo de ser julgada ou de parecer “complicada”. Mas percebi que o psiquiatra está ali para ajudar, e quanto mais honestos formos, mais eficaz será o tratamento. Esta relação de confiança permite que o profissional nos compreenda verdadeiramente e ajuste a abordagem conforme as nossas necessidades evoluem. Não subestimem o poder de uma boa conversa!
Seu Papel Ativo na Definição do Plano
Não somos apenas recetores passivos de um tratamento; somos participantes ativos na definição do nosso plano de cuidados. Isto inclui a discussão sobre a frequência das consultas. Se sentem que precisam de mais apoio, falem! Se sentem que estão bem o suficiente para espaçar as consultas, levantem a questão! O vosso feedback é vital. É o vosso percurso, e a vossa voz deve ser ouvida. O psiquiatra é um especialista, claro, mas vocês são os especialistas na vossa própria experiência. Juntos, podem tomar as melhores decisões para o vosso futuro. Esta autonomia no processo não só nos empodera, como também nos responsabiliza pelo nosso autocuidado. Lembrem-se que cuidar da saúde mental é um ato contínuo de amor-próprio, e ter um psiquiatra ao nosso lado é um privilégio que nos ajuda a navegar por este caminho com mais segurança e esperança.
Para Finalizar
E assim chegamos ao fim de mais uma conversa importante, meus amigos. A nossa jornada pela saúde mental é, como vimos, profundamente pessoal e única. Não há um mapa rígido a seguir, mas sim um percurso que se constrói e ajusta com base nas nossas necessidades e evolução. O mais crucial é lembrar que não estamos sozinhos nesta caminhada. Ter um profissional de confiança ao nosso lado, um psiquiatra que nos ouve e nos guia, faz toda a diferença. Esta experiência, que partilho convosco, ensinou-me que a paciência e a abertura são virtudes essenciais, e que cada passo, por mais pequeno que pareça, é uma vitória.
A frequência das consultas psiquiátricas é um reflexo do nosso estado atual e do caminho que estamos a percorrer. Seja semanalmente nos momentos de maior fragilidade, ou mensalmente quando já estamos a sentir a estabilidade tão desejada, cada encontro é um passo em direção ao nosso bem-estar. A chave é a comunicação aberta e honesta, permitindo que o tratamento seja sempre o mais adequado e eficaz para nós. Cuidar da nossa mente é um ato de coragem e amor-próprio, e cada decisão, por mais pequena que pareça, contribui para uma vida mais plena e feliz. Continuem a cuidar de vocês com o carinho e a atenção que merecem, porque a vossa saúde mental é um tesouro.
Informações Úteis para o Seu Dia a Dia
1. Mantenha um Diário de Sintomas: Anotar como se sente diariamente, as flutuações de humor e a intensidade dos sintomas pode ser uma ferramenta poderosa. Permite que o seu psiquiatra tenha uma visão mais clara da sua evolução entre consultas e ajuda a identificar padrões que, por vezes, nos escapam. Pela minha própria experiência, isto já me ajudou imenso a perceber gatilhos e a partilhar informações mais precisas e valiosas nas consultas, tornando-as muito mais produtivas e focadas nas minhas reais necessidades. É um pequeno hábito com um grande impacto.
2. Cumpra a Medicação e Não se Auto-Medique: Se lhe foi prescrita medicação, siga rigorosamente as indicações do seu médico. Alterar doses ou suspender o tratamento por conta própria pode ter consequências sérias e comprometer todo o progresso que já alcançou. Em caso de dúvidas, efeitos secundários ou se sentir que a medicação não está a funcionar como esperado, fale imediatamente com o seu psiquiatra. A sua segurança e o sucesso do tratamento vêm sempre em primeiro lugar, e o profissional está lá para o guiar.
3. Construa uma Rede de Apoio Sólida: Ter amigos, familiares ou grupos de apoio em quem confiar e com quem possa desabafar é absolutamente fundamental. Partilhar as suas experiências e sentimentos com pessoas que o compreendem, ou que simplesmente o ouvem sem julgamento, pode aliviar uma carga enorme e dar-lhe perspetivas diferentes. Lembre-se que pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas sim de grande força, inteligência emocional e amor-próprio, mostrando que se importa verdadeiramente com o seu bem-estar.
4. Adote Hábitos Saudáveis Consistentemente: Uma alimentação equilibrada e nutritiva, a prática regular de exercício físico – mesmo que seja uma simples caminhada – e uma boa higiene do sono são pilares essenciais para a saúde mental. Pequenas mudanças e escolhas conscientes no dia a dia podem ter um impacto gigantesco no seu bem-estar geral e na eficácia do seu tratamento. Comece devagar, seja gentil consigo mesmo e consistente, e verá os benefícios a surgirem gradualmente na sua vida.
5. Informe-se Ativamente e Esclareça Todas as Dúvidas: Não hesite em perguntar ao seu psiquiatra sobre o seu diagnóstico, o tratamento recomendado, as opções disponíveis e o que esperar de cada fase. Quanto mais informado e esclarecido estiver, mais ativo e empoderado se sentirá no seu próprio processo de cura. Na saúde mental, não há perguntas “tolas” ou insignificantes; todas as suas preocupações merecem ser endereçadas para que se sinta seguro e confiante no seu caminho para o bem-estar. Não guarde nada para si.
Pontos Chave a Reter
Para que esta nossa conversa fique bem assente na vossa mente e para que possam levar as informações mais cruciais para o vosso dia a dia, reuni os aspetos que considero mais importantes. Lembrem-se que cuidar de nós próprios é uma maratona, não um sprint, e a consistência é a chave.
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A Frequência das Consultas é Única para Si: É vital entender que não existe uma fórmula mágica ou uma regra universal. A necessidade de consultas psiquiátricas é totalmente individualizada e será adaptada à complexidade do seu caso, à fase específica do tratamento e, acima de tudo, à sua resposta pessoal. O que funciona e o que é apropriado para uma pessoa pode não ser para outra, e esta flexibilidade é uma parte essencial de um tratamento eficaz.
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A Comunicação Aberta com o Psiquiatra é o Pilar: A sua voz, as suas sensações, as suas preocupações e as suas vitórias são os dados mais valiosos que pode oferecer ao seu psiquiatra. Seja sempre honesto e transparente sobre como se sente, os seus avanços e os seus desafios. Esta parceria de confiança mútua é o verdadeiro motor do seu progresso, garantindo que o plano de tratamento é sempre o mais alinhado com as suas necessidades.
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As Fases do Tratamento Determinem a Intensidade: Tenha em mente que o tratamento psiquiátrico geralmente se desenrola em fases distintas. Inicialmente, as consultas tendem a ser mais frequentes, focadas na estabilização dos sintomas e no ajuste da medicação. Numa fase de manutenção, uma vez alcançada a estabilidade, a frequência pode ser gradualmente espaçada, com o foco a mudar para a prevenção de recaídas e o fortalecimento da sua autonomia.
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Esteja Atento aos Sinais do Seu Corpo e Mente: É fundamental aprender a “ler” os sinais que o seu corpo e a sua mente lhe dão. Saiba identificar quando pode precisar de mais apoio ou, pelo contrário, quando a sua estabilidade permite espaçar as consultas. O regresso de sintomas, o surgimento de novos desafios inesperados, ou um período prolongado e consistente de bem-estar são todos indicadores cruciais para reavaliar a frequência das suas consultas em diálogo com o seu profissional.
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As Consultas Online São um Aliado Moderno e Acessível: A telepsiquiatria revolucionou o acesso aos cuidados de saúde mental, quebrando barreiras geográficas e de tempo. Esta modalidade oferece uma flexibilidade e acessibilidade incríveis, garantindo a continuidade do tratamento e o conforto de ter as suas consultas no seu próprio espaço, independentemente da sua localização geográfica. É, sem dúvida, uma verdadeira bênção para muitos de nós que lutamos com a logística do dia a dia.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Quando é que eu sei que é a altura certa para procurar um psiquiatra e não apenas um psicólogo?
R: Ah, esta é uma pergunta que recebo imenso, e é super válida, pessoal! É natural termos dúvidas sobre a diferença e quando procurar cada profissional. Na minha experiência, e pelo que tenho aprendido com tantos especialistas, a grande distinção está no tipo de abordagem.
Um psicólogo trabalha com terapia da fala, técnicas de autocontrolo, ferramentas para gerir emoções e comportamentos – sem recurso a medicação. Já o psiquiatra é um médico, tal como um cardiologista ou um ortopedista, mas especializado em saúde mental.
Isso significa que ele ou ela pode diagnosticar condições médicas (como depressão clínica, ansiedade grave, transtorno bipolar, etc.) e prescrever medicação, se for necessário.
Então, quando é a “altura certa”? Bem, se sentes que o teu sofrimento está a ser tão intenso que afeta significativamente o teu dia a dia – o teu trabalho, os teus relacionamentos, o teu sono, a tua alimentação – e as estratégias que usaste até agora já não resultam, talvez seja a hora de pensar num psiquiatra.
Se tens pensamentos suicidas, ataques de pânico muito fortes, alucinações, ou se sentes que estás a perder o controlo da tua realidade, a consulta com um psiquiatra torna-se ainda mais urgente.
Não tenhas medo, procurar ajuda médica para a tua mente é igual a procurar ajuda para um problema físico. Lembro-me de uma amiga minha que, depois de meses a tentar “aguentar”, percebeu que precisava de mais do que só conversar, e a medicação, aliada à terapia, foi um salva-vidas para ela.
O importante é não ter vergonha e dar o primeiro passo! Muitas vezes, um psicólogo pode até sugerir a consulta com um psiquiatra se sentir que há necessidade de uma avaliação mais aprofundada ou de suporte medicamentoso.
P: Com que frequência preciso de ir ao psiquiatra depois da primeira consulta? Isso é algo fixo para todos?
R: Esta é outra daquelas questões que não tem uma resposta única, e ainda bem! É que a nossa saúde mental é tão única quanto as nossas impressões digitais, certo?
A frequência das consultas psiquiátricas é algo super personalizado e que vai mudando ao longo do teu percurso de tratamento. Não é nada fixo, pessoal!
No início, quando estamos a tentar perceber o que se passa, a ajustar medicação (se for o caso) ou a estabilizar sintomas, é comum que as consultas sejam mais frequentes.
Pode ser uma vez por semana, de quinze em quinze dias, ou uma vez por mês. O psiquiatra precisa de monitorizar a tua reação à medicação, ver se há efeitos secundários, e acompanhar de perto a tua evolução.
É como quando vamos ao médico ajustar a tensão arterial, precisamos de ir mais vezes no início. À medida que te sentes melhor, que os sintomas estabilizam e a medicação está ajustada e a fazer efeito, a frequência das consultas tende a espaçar.
Podes passar a ir de dois em dois meses, de três em três, ou até menos vezes, dependendo da tua condição e da avaliação do teu médico. Eu própria, quando comecei, ia com uma frequência diferente da que vou agora.
O meu psiquiatra sempre ajustou a agenda comigo, tendo em conta como eu me estava a sentir e a minha evolução. É uma parceria, sabem? O objetivo é sempre encontrar o equilíbrio para que te sintas bem e que o tratamento seja o mais eficaz e confortável para ti.
Por isso, não hesites em conversar abertamente com o teu psiquiatra sobre as tuas dúvidas e necessidades em relação à frequência das consultas.
P: As consultas online são tão eficazes quanto as presenciais para a psiquiatria? E como funciona em Portugal?
R: Ai, esta é uma maravilha da modernidade que eu ADORO e que mudou a vida de tanta gente, incluindo a minha! Confesso que no início eu própria tinha umas dúvidas, pensava: “Será que online funciona mesmo?”.
Mas depois de experimentar e ver os resultados, posso dizer-vos com toda a certeza: sim, as consultas de psiquiatria online podem ser tão eficazes quanto as presenciais, em muitos casos!
A grande vantagem é a acessibilidade e a flexibilidade. Para quem vive em zonas mais remotas de Portugal, onde pode ser difícil encontrar um psiquiatra, ou para quem tem uma agenda super apertada, o online é uma bênção.
Imagina não ter que perder tempo em transportes ou faltar ao trabalho para uma consulta! Além disso, para algumas pessoas, a ideia de estar no conforto e segurança da sua própria casa, sem a pressão de um ambiente de consultório, pode até facilitar a abertura e a honestidade.
O que importa é a conexão com o profissional e a qualidade da conversa e do acompanhamento. O meu psiquiatra, por exemplo, faz um excelente trabalho quer presencialmente quer por videochamada.
Em Portugal, as consultas de psiquiatria online são uma realidade cada vez mais comum, especialmente no setor privado. Muitos psiquiatras e clínicas privadas oferecem esta modalidade, e os custos são, geralmente, semelhantes aos das consultas presenciais, embora possa haver alguma variação.
Quanto ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), ainda é menos comum ter a primeira consulta de psiquiatria online, mas a teleconsulta tem vindo a ser implementada e expandida, especialmente para o acompanhamento e continuidade dos tratamentos em algumas unidades de saúde.
É importante verificar com o teu centro de saúde ou hospital se esta opção está disponível. O que é fundamental é que a plataforma seja segura e que garanta a privacidade da tua informação.
A tecnologia está aqui para nos ajudar a cuidar de nós, e não há desculpa para não procurar o apoio de que precisas, seja no sofá da tua casa ou no consultório!






